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CONHEÇA A NOSSA HISTÓRIA

Somos Presbiterianos Independentes! Uma Igreja cuja história se confunde com a própria história do protestantismo no Brasil. Uma Igreja de vanguarda, pois nasceu da sua independência das missões presbiterianas do Estados Unidos; por isso, foi a primeira igreja autônoma, isto é, livre de qualquer dependência das missões estrangeiras. A IPI do Brasil é chamada de a primeira Igreja Brasileira, cuja organização deu-se em  31 de Julho de 1903.

A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (IPIB) faz parte da grande família Reformada, que forma a maior parcela do protestantismo no mundo.

A IPIB dá vigoroso testemunho da soberania do Senhor Jesus e vive e luta “Pela Coroa Real do Salvador”. Tem as suas origens no plano eterno de Deus, que se tornou historicamente concreto na vida e obra de Jesus Cristo conforme o testemunho inspirado da Bíblia Sagrada. A IPIB participa da tradição viva da igreja cristã em tudo que esteja em harmonia com as Escrituras Sagradas, que são para nós a regra única e infalível de fé e prática.

Somos uma Igreja Reformada, isto significa que nossa origem se reporta à Reforma Protestante do Século XVI (cremos na Bíblia como Palavra de Deus, na existência de milagres, na literalidade da ressurreição de Cristo, na certeza de sua volta para Juízo, etc.) Somos calvinistas e adotamos a forma Presbiteriana de governo e o sistema doutrinário da confissão de fé de Westminster. Somos históricos, isto significa que temos uma história que consideramos importante para que compreendamos de onde viemos e como devemos seguir adiante. Assim sendo, damos valor ao passado, considerando tudo o que é novo como digno de ser analisado cuidadosamente. Quaisquer mudanças na vida comunitária devem ser consideradas à luz das Escrituras. Concordamos que não é sábio remover os marcos antigos que puseram nossos pais, mas que também não é coerente não reformamos as tradições que não fazem mais sentido ao nosso tempo (At 17:11; 1Tm 4:16; Gl 1-7-8; 1Co 15:1-5,17; Pv 22:28). Na prática eclesial precisamos de reforma constante. Queremos adequar-nos à realidade da sociedade e exercer o ministério de maneira arrojada e dinâmica (At 2:42-47, 17:6; Rm 12:1-2; Ef 3:8-11; 2Tm 4:1-5).

O nosso principal propósito enquanto Igreja é glorificar a Deus, pois para esse fim que fomos eleitos em Cristo Jesus. Nós O glorificamos na adoração pessoal e comunitária. Cremos que a adoração comunitária deve ser viva, alegre e participativa.

Cremos que cada um dos membros precisa revelar sua fé num estilo de vida de santidade e testemunho. Só a comunhão íntima com Deus, e a prática contínua do testemunho dessa comunhão, torna cada membro um instrumento de bênçãos para todos aqueles que estão carentes do nosso Senhor Jesus Cristo. Cremos que cada membro é chamado para evangelizar, pregar e discipular!

Somos uma Igreja que prega o evangelho a todo ser humano e ao ser humano todo. Isto significa que nos preocupamos com o indivíduo em sua carência espiritual, mas também física. Cremos que a Igreja precisa suprir as necessidades do próximo, através de uma ação social que promova a vida. (Is 58; Mt 28:19-20; At 1:8; Ef 1:1, 5-6; Ap 19:4).

Afirmamos o sacerdócio universal de todos os crentes. Todo cristão é ministro de Deus, recebendo do Espírito Santo a capacitação (dom) para o exercício do seu ministério (1Pe 2:9; Ap 1:5-6; 1Co 12:1-11; Rm 12:6-8; Ef 4:8-16). Não somos uma Igreja pentecostal. Respeitamos e amamos aos nossos irmãos pentecostais, mas cremos que o culto deve estar centralizado na adoração, comunhão, edificação e missão, e não somente na prática dos dons espirituais. Somos uma Igreja carismática. A palavra “carismática” vem do grego “charismata”, isto é, “dons”. A IPI do Brasil confessa a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo. Cremos que os dons não cessaram no período apostólico, e que o Espírito Santo capacita Sua Igreja com os dons para que o corpo cresça e cumpra seu propósito no mundo. Cremos, contudo, que os dons devem ser acompanhados pelo Fruto do Espírito (Gálatas 5,22-23), que é a manifestação genuína da presença do Espírito Santo.

Segue parte do documento oficial da Igreja sobre os Dons: “O Supremo Concílio (agora Assembléia Geral), em sua reunião ordinária realizada de 15 a 19 de fevereiro de 1993 (...) afirmou a contemporaneidade dos dons espirituais, ou seja, que os dons espirituais conforme apresentados nas Escritas, podem ser exercidos nos nossos dias, disciplinados e regidos conforme a própria Palavra que Deus ensina”.

A confissão de Fé de Westminster, no seu capítulo 34, artigo 4º, declara:

“Pela presença do Espírito Santo nos seus corações, todos os crentes, estando intimamente unidos a Cristo, a Cabeça, estão assim unidos uns aos outros na Igreja, que é o seu corpo. Ele chama e unge os ministros para o seu santo ofício, prepara todos os outros oficiais na Igreja para o seu trabalho especial e concede vários dons e graças aos demais membros. Ele torna eficazes a Palavra e as ordenanças do Evangelho. Por Ele a Igreja será preservada e aumentada até cobrir a face da terra, será purificada e, afinal, tornada perfeitamente santa na presença de Deus”. (Ef.1:22, 23; At.20:28; I Cor.12:11; Ef.5:27)

Cada Cristão deve buscar o seu dom espiritual e desenvolver o seu ministério na igreja de forma prática e responsável. Os crentes devem priorizar a busca e a prática dos melhores dons, que gerem humildade, ação amorosa e compreensão no Corpo de Cristo (Mt 36-39, 25:30; Mc 10:42-44; Jo 13: 12-14, 15:16; 1Co 12:31, 13:1-2ss.).

A igreja local é um organismo vivo, em crescimento contínuo e conta com a atuação de todos os seus membros no desenvolvimento de ministérios relevantes para o alcance das metas definidas por Deus. Cada cristão é um missionário com o encargo de trazer pelo menos uma pessoa a Cristo anualmente, discipulá-la e integra-la em nossa comunidade (At 2:41 e 47, 4:4, 6:7, 8:4 e 35, 9:31, 11:21 e 24, 12;24, 16:5, 17:6 e 12, 19:20; Ez 33:8).

Quem ama ao Senhor da Igreja, Jesus Cristo, ama também Sua Igreja. Quem ama, compromete-se, é fiel e cuida. Ame a Igreja na qual você é membro; ame aos irmãos; seja submisso às autoridades constituídas por Deus; desenvolva seus dons e ministério. Pregue a Palavra. Seja testemunha viva do poder e misericórdia de Deus em sua vida! Evite falatórios inúteis, maledicências e escândalos. Exercite a prática do amor, da benignidade, a longanimidade, a alegria do Espírito. Ore sem cessar e leia diariamente a Palavra de Deus. Somos o Corpo de Cristo, e pelas nossas obras revelaremos se estamos ou não em comunhão com o Cordeiro Santo.

Informações históricas sobre a IPI do Brasil

  1. O presbiterianismo tem suas origens na Reforma Protestante do Século XVI, com João Calvino, que atuou principalmente como pastor na cidade de Genebra, Suíça.
  2. O presbiterianismo espalhou-se por diversos países da Europa, tendo se implantado também nos Estados Unidos.
  3. Em 1859, chegou ao Rio de Janeiro o Rev. Ashbel Green Simonton, que deu início à implantação do presbiterianismo no Brasil.
  4. Em 1888, foi organizado o Sínodo da Igreja Presbiteriana do Brasil, indicando que o presbiterianismo no Brasil tinha conquistado a sua maioridade. Todavia, na própria organização do Sínodo ficou patente que a nova igreja tinha divisões internas, com três grupos: os missionários do norte dos Estados Unidos; os missionários do sul dos Estados Unidos; os pastores brasileiros.
  5. Essas divisões se tornaram claras na discussão sobre a organização do seminário da Igreja Presbiteriana Brasileira. Nela teve sua raiz a organização da IPI do Brasil.
  6. A partir de 1898, às divisões internas do presbiterianismo juntou-se a discussão a respeito da maçonaria.
  7. Em 1903, um grupo de pastores e presbíteros brasileiros saiu da Igreja Presbiteriana e organizou a IPI  do Brasil.